Destino

Aquela vida agoniante estava me transformando num ser odioso, ja havia se tornado insuportável. Abrir os olhos na cama, e pegar um cigarro enquanto ouvia o som do ventilador só me fazia amaldiçoar o dia em que pisei nesse mundo sujo.

Eu já estava acostumado de que minha vida se resumia a escrever códigos de programas de computador, gerenciar bancos de dados, criar websites. Era o que eu sabia fazer desde pequeno e se tornou minha paixão. Era o combustível que me fazia viver.

Até o momento em que não era o suficiente.

Todos os que não compreendiam a minha sociopatia maldita, me julgavam, pensavam que eu era um doente, simplesmente porque eu nunca havia em algum momento da minha vida fétida, me relacionar. Eu nunca dei bola. “Eram pessoas fúteis”, eu pensava. Eu abri a mão de tudo que o outros tem, para me tornar o melhor no que eu fazia.

Até um ponto em que eu resolvi explorar novos horizontes. E simplesmente não dava certo. Em alguns momentos, eu conseguia acreditar que conseguiria me igualar aos outros que sempre me olharam torto, e então caia num penhasco feito da verdade. Eu nunca iria mudar. E a tristeza desse fato é tamanha que só tem um meio de esquecer tudo.

Nunca mais escreverei um código.

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